Rev. Jefferson M. Reinh

Os ânimos estão exaltados. Na desinformação e na especulação revolvem-se questionamentos, dúvidas e providências contra o desconhecido. Eis diante de nós, depois de poucos meses alardeado na China, o Corona Vírus, numa versão que ainda não se conhece totalmente, não se possui vacina específica, e numa era em que a euforia por novidades e a irresponsabilidade na comunicação desfila na grande mídia e nos smartphones da grande maioria da população mundial. Como agiremos, como Igreja, diante da iminente crise que se aproxima de nossa cidade?

Não temos respostas prontas, matemáticas, e que sejam amplamente satisfatórias, é bom que se registre no primeiro momento. O desafio da Igreja é continuar sua jornada cristã, a saber, adoração e proclamação do evangelho, com tudo que abarca tais premissas, sejam cultos públicos, eventos, redes sociais, encontros, missões… e ainda a edificação dos membros e não membros que se relacionam conosco, com visitas, discipulados, comunhão, etc. Tudo isso ainda diante da responsabilidade civil, social, ética da Igreja, diante de uma crise que se avoluma na sociedade. Qualquer posição que a Igreja adotar irá provocar satisfação e insatisfação. É necessária sabedoria. O que definirá as providências é a teologia da Igreja, como enxerga a Bíblia e como desenvolve sua missão. O que cremos, como respondemos à Bíblia, como vivemos, essas decisões definirão nossos passos.

Diante do breve exposto, podemos ter:

1) Cremos que Deus, o Criador, é soberano e tudo, absolutamente tudo, está sob seu controle e sua condução da história. Essa situação não é uma surpresa para Deus, mas sim uma ferramenta com a qual Ele rege a história neste tempo, e de alguma maneira serve ao Seu propósito. Aqui não posso me alongar, até pelo espaço, mas creio que tragédias, muitas vezes são uma espécie de “megafone” de Deus para alertar o homem sobre sua condição diante do Criador. Reflexões são positivas, e necessárias diante de um inimigo tão pequeno, mas tão letal.

2) Como Igreja, como cristãos, devemos nos disciplinar para estar ainda mais na presença de Deus. Isso se desdobra no esforço para orar e se consagrar ao Senhor. Também orar por nosso país e outros, por nossa cidade, por nossa família. Orar e cultuar a Deus com disposição. Contribuir financeiramente com maior generosidade, pois os tempos serão de escassez. A Igreja não pode parar, missionários são geralmente os primeiros afetados, e chega o chamado a permanecer firmes. A dinâmica de encontros (cultos, eventos) pode ser alterada, mas o compromisso não.

3) Como Igreja, devemos também observar e caminhar junto com o povo que sofre, ser solidária com autoridades de saúde. Esse exercício envolve agir com disciplina, nesse caso em destaque, sendo agentes de saúde. Os crentes devem ser os vigilantes, se cuidando e cuidando de outrem. Isso implica, caso necessário, em abrir mão de atividades de “risco”. Caso seja necessário, fazer encontros com grupos reduzidos (família, parentes apenas), para evitar aglomerações. Mas nunca esquecendo que tais questões são passageiras, salvo o plano de Deus for outro. Orar de forma diligente pela cura, por vacina, pela intervenção de Deus com misericórdia, pelos médicos, enfermeiros…

4) Sobretudo, como Igreja, sejamos sóbrios. Controlemos nossos ímpetos, não demos vazão a especulações, fofocas e crendices. O silêncio é mais sábio que falatórios. Ouçamos o Espírito, mais que o mundo.

Que o Senhor nos ajude! Vamos atravessar as correntezas!

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