C.S. LEWIS E O CORONAVÍRUS

De certa forma, pensamos demais no coronavírus. “Como devemos viver em uma era pandêmica”? Fico tentado a responder: “Ora, como você teria vivido no século XVI, quando a praga visitava Londres quase todos os anos, ou como você teria vivido na era Viking, quando invasores da Escandinávia poderiam chegar e cortar sua garganta a qualquer noite; ou, de fato, como você já vive em uma era de câncer, sífilis, uma era de paralisia, uma era de ataques aéreos, uma era de acidentes ferroviários, uma era de acidentes automobilísticos”.

Em outras palavras, não vamos começar exagerando a novidade de nossa situação. Acredite em mim, prezado senhor ou senhora, você e todos os que ama já foram condenados à morte antes que o coronavírus fosse espalhado: e uma grande porcentagem de nós morreria de maneiras desagradáveis. Tínhamos, de fato, uma grande vantagem sobre nossos ancestrais – anestésicos; e ainda os temos. É extremamente ridículo continuar choramingando e mostrando rostos desanimados, porque os cientistas acrescentaram mais chances de morte prematura e dolorosa a um mundo que já se arrastava com essas chances e no qual a própria morte não era uma chance, mas uma certeza.

Este é o primeiro ponto a ser abordado: e a primeira ação a ser tomada é nos recompormos. Se todos nós formos destruídos por um vírus, deixe-os nos encontrar fazendo coisas sensíveis e humanas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, banhando as crianças, jogando tênis, conversando com nossos amigos com uma caneca na mão e um jogo de dardos – e não amontoados como ovelhas assustadas pensando em pandemias. O coronavírus pode destruir nosso corpo (um micróbio também pode fazer isso), mas não consegue dominar nossas mentes.


Extraído e adaptado de VoltemosaoEvangelho.com. Todas as palavras em negrito e itálico substituíram as originais do texto.

O CORONAVÍRUS E EU.

Rev. Roberto Carlos F. de Paula

Leitura bíblica: Números 21:1-10. João 3:14-15.

Desejo aqui poder contribuir com uma pequena reflexão sobre este momento de comoção mundial por conta da pandemia do coronavírus.

Quero fazer esta reflexão a partir de dois textos das Sagradas Escrituras que aqui estão expostos acima.

O texto de Números 21:1-10. Relata o fato de que o povo hebraico que havia saído do Egito pelo braço forte de Deus, agora, se rebela, contra esse mesmo Deus, murmurando, reclamando, se queixando, insatisfeitos pelo cuidado que Deus até aqui lhes havia dispensado, Deus responde a este ato insano de seu povo enviando sobre eles serpentes que atacaram o povo trazendo a morte de muitos.

Assim o povo se volta para Moisés, agora não mais com os punhos cerrados contra Deus, mas com os corações quebrantados, arrependidos, convertidos, reconhecendo seu erro, e clamando pela misericórdia de Deus.

Deus percebe a mudança no coração de seu povo e ouve a intercessão de Moisés, e ordena que Moisés faça uma serpente de bronze e coloque sobre uma haste bem alta e todos os que olhassem para essa serpente de bronze seriam curados, e assim foi.

A semelhança do povo de Deus descrito aqui em Números, o ser humano do presente século também não busca sua satisfação em Deus e na sua providência, quando Deus não é expurgado de qualquer momento da vida humana, Ele serve tão somente como aquele que é buscado para dar algo, para fazer alguma coisa, para servir aos desejos e caprichos e necessidades da mente humana.

Da mesma forma que em sua Soberania Deus respondeu a aquela ação leviana do povo no deserto, enviando serpentes abrasadoras, da mesma forma o Deus todo poderoso nos responde hoje ao coração soberbo e altivo, e inconsequente da raça humana permitindo que essa pandemia coronavírus aconteça.

Acredito piamente que Deus aqui e agora, está nos chamando ao arrependimento, a conversão, a confissão de pecados, a nos voltarmos para Ele, com o reconhecimento de que somos tão pequenos que nada podemos fazer diante de tão grande crise espiritual, emocional, relacional, física, econômica, social, causada por um ser tão diminuto como um vírus.

Tenho plena convicção de que é exatamente isso que Deus espera da parte do ser humano, do homem que ele criou, que nos voltemos agora para Ele arrependidos.

Mas a igreja, qual é o papel da igreja nesse momento?

A igreja é composta por pessoas e penso eu, que como igreja devemos seguir as orientações das autoridades a fim de nos protegermos desse contagio e não sermos propagadores do mesmo, todas as ações de autopreservação devem ser tomadas.

Ao mesmo tempo a igreja precisa continuar a ser igreja, ela precisa ser profética, anunciado todo o desígnio de Deus, um Deus Soberano que tem as rédeas da história em suas mãos, um Deus que tem um plano para a humanidade e executa esse plano com êxito, um Deus que prepara o mundo para a vinda de Jesus seu filho, para consumação de todas as coisas nEle.

Ao mesmo tempo a igreja precisa continuar a exercer seu sacerdócio, como igreja precisamos oferecer nossos sacrifícios espirituais pelo povo, nossas orações, vigílias e jejuns, rogando a Deus por sua misericórdia pelos que estão sofrendo, enlutados, enfermos, em pânico, desempregados e etc…

Ao mesmo tempo a igreja precisa continuar a exercer seu ministério de adoração ao Senhor. O cristão sabe que Deus é digno de seu louvor, e por amor, gratidão e comunhão com o Senhor, o cristão deve prestar culto a Deus, com sua vida, testemunho, canções, orações, dízimos e ofertas.

Em João 3:14-15, Jesus reconhece que a narrativa de Números 21:1-10. Foi um fato real e revela que assim como a serpente no deserto foi levantada para cura dos hebreus, assim Ele Jesus será levantado para cura da humanidade.

Olhar para Jesus na cruz é reconhecer o maior fato da história humana, é reconhecer o imensurável amor de Deus por nós, o interesse de Deus por cada ser humano, e seu poder para vencer a morte no terceiro dia nos confirmando a certeza e segurança da vida eterna.

A igreja diferente de todas as demais instituições é a única que proclama a vontade de Deus ao homem desemparado, a igreja é a única instituição que entra no Santo dos Santos para interceder a Deus em prol daqueles que sofrem, a igreja é a única instituição que pode adorar a Deus em Espírito e em Verdade.

Reconhecendo a diferença abismal entre a igreja e as demais instituições que existem, estou convicto de que nosso papel não pode ser apenas o de autoproteção, mas de sermos igreja de Jesus em tempo de calamidades, agência de Deus para o mundo perdido.

Meu convite é para que todos nós, independente de raça, credo ou cor, elevemos nossos olhos e corações para Jesus, nos entregando ao seu amor, confiando em sua graça, nos consagrando a Ele, fazendo a sua vontade e clamando por sua misericórdia.

Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Romanos 14:8).

CORONA VÍRUS – UM DESAFIO AO CRISTÃO ATUAL

Rev. Jefferson M. Reinh

Os ânimos estão exaltados. Na desinformação e na especulação revolvem-se questionamentos, dúvidas e providências contra o desconhecido. Eis diante de nós, depois de poucos meses alardeado na China, o Corona Vírus, numa versão que ainda não se conhece totalmente, não se possui vacina específica, e numa era em que a euforia por novidades e a irresponsabilidade na comunicação desfila na grande mídia e nos smartphones da grande maioria da população mundial. Como agiremos, como Igreja, diante da iminente crise que se aproxima de nossa cidade?

Não temos respostas prontas, matemáticas, e que sejam amplamente satisfatórias, é bom que se registre no primeiro momento. O desafio da Igreja é continuar sua jornada cristã, a saber, adoração e proclamação do evangelho, com tudo que abarca tais premissas, sejam cultos públicos, eventos, redes sociais, encontros, missões… e ainda a edificação dos membros e não membros que se relacionam conosco, com visitas, discipulados, comunhão, etc. Tudo isso ainda diante da responsabilidade civil, social, ética da Igreja, diante de uma crise que se avoluma na sociedade. Qualquer posição que a Igreja adotar irá provocar satisfação e insatisfação. É necessária sabedoria. O que definirá as providências é a teologia da Igreja, como enxerga a Bíblia e como desenvolve sua missão. O que cremos, como respondemos à Bíblia, como vivemos, essas decisões definirão nossos passos.

Diante do breve exposto, podemos ter:

1) Cremos que Deus, o Criador, é soberano e tudo, absolutamente tudo, está sob seu controle e sua condução da história. Essa situação não é uma surpresa para Deus, mas sim uma ferramenta com a qual Ele rege a história neste tempo, e de alguma maneira serve ao Seu propósito. Aqui não posso me alongar, até pelo espaço, mas creio que tragédias, muitas vezes são uma espécie de “megafone” de Deus para alertar o homem sobre sua condição diante do Criador. Reflexões são positivas, e necessárias diante de um inimigo tão pequeno, mas tão letal.

2) Como Igreja, como cristãos, devemos nos disciplinar para estar ainda mais na presença de Deus. Isso se desdobra no esforço para orar e se consagrar ao Senhor. Também orar por nosso país e outros, por nossa cidade, por nossa família. Orar e cultuar a Deus com disposição. Contribuir financeiramente com maior generosidade, pois os tempos serão de escassez. A Igreja não pode parar, missionários são geralmente os primeiros afetados, e chega o chamado a permanecer firmes. A dinâmica de encontros (cultos, eventos) pode ser alterada, mas o compromisso não.

3) Como Igreja, devemos também observar e caminhar junto com o povo que sofre, ser solidária com autoridades de saúde. Esse exercício envolve agir com disciplina, nesse caso em destaque, sendo agentes de saúde. Os crentes devem ser os vigilantes, se cuidando e cuidando de outrem. Isso implica, caso necessário, em abrir mão de atividades de “risco”. Caso seja necessário, fazer encontros com grupos reduzidos (família, parentes apenas), para evitar aglomerações. Mas nunca esquecendo que tais questões são passageiras, salvo o plano de Deus for outro. Orar de forma diligente pela cura, por vacina, pela intervenção de Deus com misericórdia, pelos médicos, enfermeiros…

4) Sobretudo, como Igreja, sejamos sóbrios. Controlemos nossos ímpetos, não demos vazão a especulações, fofocas e crendices. O silêncio é mais sábio que falatórios. Ouçamos o Espírito, mais que o mundo.

Que o Senhor nos ajude! Vamos atravessar as correntezas!

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: UM NOVO FOCO

Rev. Jefferson M. Reinh

Neste dia internacional da mulher, vale refletir. Vivemos dias de extremismos nas opiniões, a grande mídia tem mostrado uma face de disseminação de ódio, disputas com e sem sentido, agressões gratuitas de todos os lados, e ainda um tempo de generalismos. Podemos apreender algo de positivo e realmente edificante em meio a esse turbilhão de vozes, gritos, bandeiras, marchas etc?

Vale refletir sobre não cair em neologismos e generalismos. Nossos dias são dias de “hashtags” (#, lembra?). Parece existir uma necessidade de se enquadrar em uma questão que limita tudo e todos debaixo de uma palavra, que obviamente não cumprirá esse objetivo, nem esgotará o tema. Mas a insistência de se abarcar tudo em relação à mulher com “sororidade”, “meu corpo minhas regras”, “não é não”, faz com que existam regiões de vazio, medos, inconformismos e dúvidas. Mulheres que caminham com mais profundidade, visão, buscando vidas sadias em meio a esse tempo, ficam à margem de rótulos. E para onde vão?

Bem, aqui entra algo lindíssimo. A Bíblia mostra a sublimidade e virtuosidade da mulher há séculos, literalmente. A Bíblia mostra como Jesus resgata, afaga, ouve, aconselha, ensina e leva a mulher ao seu máximo potencial, isso desde a criação, e muito além do que qualquer coletivo da atualidade conseguiria. E como vemos isso?

Primeiro, de forma direta, a Bíblia mostra o caráter feminino da religião. Em Jesus temos o cabeça, o amor por excelência, a proteção, o alimento, o cuidado. Mas a outra parte é “A” Igreja, chamada não por acaso de A Noiva. E a Noiva é cuidada, adornada, é esperada para as bodas. A Igreja é moldada para ser a exata expressão do amor, da fidelidade, do prazer, das grandes aventuras que existem no matrimônio ideal, e a Bíblia demonstra isso de capa a capa.

Diferentemente do que argumentam sociólogos e outros sobre o patriarcalismo dos tempos antigos, que, segundo muitos deve ser destruído e substituído por uma autonomia total humana, a Bíblia sempre expõe e ordena o Complementarismo. Homem e mulher nunca se sobrepõem, nunca se humilham, se escravizam, se machucam. Diferentemente, se complementam em suas diferenças físicas, psíquicas, emocionais e funcionais. Jesus é o noivo, com sua parte na relação de amor com sua Noiva, a Igreja. Esse é o paradigma para as relações entre homem e mulher, o alvo que deve-se mirar e trabalhar para conquistar, a fim de se chegar a relações sadias e sublimes.

É claro que vivemos numa humanidade caída, afetada e rachada pelo pecado, pelos anseios egoístas que maculam as relações. Porém, é mister enxergar que é possível resgate, é possível ser mulher cheia de viço, se beleza, de trabalho, de sucesso e de boa família. Nesse sentido, minha irmã e amiga, convido você a buscar uma leitura desse mundo pelas lentes da Bíblia. Antes de disputas tortas, levantes ideológicos sem fundamento, gritos e infelicidades (consequência óbvia a médio/longo prazo), observe como Jesus nos educa, e seu exemplo de amor.

Estar debaixo de uma missão é a resposta mais prazerosa ao verdadeiro amor. Quando esse amor é o amor perfeito, o de Jesus, tudo ganha nova dimensão, nova motivação, novo ânimo, novo prazer. Até mesmo nas duras realidades que presenciamos. Invista em conhecer Jesus, sua Palavra, seus atos de amor. O dia da mulher se transformará em anos e vida de MULHER.

Com orações, desejo que Jesus te abençoe e te cuide! Felicidades!

SABEDORIA PARA A VIDA

Rev. Jefferson M. Reinh

Existem situações que me encantam na vida cotidiana. Chegar num mecânico que conhece sua atuação, que sabe o que fala e tem prazer em trabalhar e deixar o carro do cliente bem regulado, rodando com o sorriso do proprietário dentro… Ou então chegar numa confeitaria ou restaurante e, ao saborear um bom prato ou quitute, o cozinheiro vem te perguntar se gostou, compartilha um “segredinho”, e sorri ao ver a satisfação do cliente. Profissionais ou não, mas gente que sabe que faz a diferença. Biblicamente falando, é uma das facetas da graça comum, uma implicação da ação de Deus na humanidade, mesmo caída, mas que é beneficiada pelo cuidado de Deus através de pessoas com o coração inclinado à bondade.

Com o crente, tal ação é potencializada, é elevada, é bem temperada. Por quê? “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.” (Sl 119.99) – o indivíduo tem mais entendimento que seus mentores, porque tem uma visão de vida à luz da Palavra de Deus. O versículo mostra algo que é objeto de muito esforço em nossos dias. Quantos cursos, simpósios, graduações, pós-graduações, especializações, as pessoas têm buscado para se diferenciar em suas ocupações. Nem discuto motivações aqui, mas é fato: as pessoas têm buscado conhecimento e diferencial. E na sua maioria tem se frustrado e conhecido um ambiente social hostil, cheio de enganos e individualismo. A competitividade tem atravessado as fronteiras do bem comum, e tem sido comum a exploração do semelhante, em vez do serviço honesto e do bem da sociedade. Se observássemos a sabedoria do salmista…

Mais um pouco: “Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo.” (Sl 119.98). Nesses dias de tanto medo, gente e gente deprimida, desconfiada, acuada por receios, esse texto não apresenta o caminho de um princípio do saber? Ter valores e ações que antecipam nosso livramento em meio à certa atividade do mal nos nossos dias? Nesse tempo de falta de ética, de divisões, de ódio, o crente pode se antecipar e ser livrado do mal.

O foco dessa pastoral é chamar sua atenção para algo que comumente é desprezado. Desprezamos o óbvio, o mais simples. Vemos mestres e doutores que executam atos complexos, mas não desfrutam do bem da saciedade, do prazer da vida. Vemos jovens que falam quatro idiomas, mas não sabem dialogar suas emoções, seus sonhos. Vemos pais e mães enriquecendo e perdendo seus filhos. O que tem faltado?

A resposta mais básica está aqui: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mt 1.21). Conhecer Àquele que é a resposta para os anseios mais básicos do ser humano, aprender a se conhecer diante do padrão de perfeição e excelência verdadeiros, compreender-se como indivíduos e sociedades carentes da ação externa que nos coloca no ponto certo de cura, conhecimento, transformação, crescimento e virtude é possível ao estar presente e vivenciar a Escola Bíblica Dominical. Atos de humildade e crescimento. Estudar e praticar. Sabedoria para a verdadeira vida!

Hoje reiniciamos, estudando as boas novas apresentadas na perspectiva de Mateus. Invista em você, invista na sua casa, na sua sociedade. Torne-se melhor diante desse mundo. Vamos?

Seja bem vinda novamente, Escola Dominical! Deus nos abençoe!

COISAS RUINS ACONTECEM

Ev. Pedro Felippe

Uma das doutrinas que tanto gostamos de estudar é a respeito da Graça de Deus em Cristo Jesus. Dentro desse conceito a respeito da Graça os teólogos “dividem” o tema em Graça especial (é o favor imerecido de Deus pelo qual Ele salva os eleitos por meio do sacrifício de Jesus. Essa, por sua vez, é um favor restrito aos que são predestinados por Deus para esse fim). O outro tipo de Graça conceituada pelos teólogos é o que chamamos de Graça comum. De acordo com as postulações desses estudiosos da área, a Graça comum é um favor imerecido, mas que não atinge apenas os eleitos, mas todo o planeta. “Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16) e em Mateus 5:45 diz: “porque Deus faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos…”

Mesmo que esses conceitos estejam muito bem alinhados, precisamos entender que assim como a Graça comum é um benefício Divino a todos, as dificuldades também acontecem na vida de todos. Provavelmente, se fizermos um exercício retrospectivo de nossas vidas nos lembraremos de momentos de muitas dificuldades e apertos.

A razão pela qual passamos pelos intempéries da vida é a presença do pecado na humanidade, e a grande verdade que tem sido negligenciada pelos cristãos é que Deus não tem pacto algum com os pecados que cometemos, muito pelo contrário, Deus determina que andemos em santidade e busquemos uma vida totalmente desassociada de práticas que não glorificam Seu poderoso nome.

Pregar, escrever, falar ou viver essa realidade de que Deus está irado com os pecadores tem se tornado obsoleta por ir em rota direta de colisão com os prazeres da nossa carne oferecidos por esse mundo. A Bíblia deixa bem claro que a criação geme dores de parto por conta dos atos pecaminosos que estão enraizados na sociedade.

Essas últimas semanas temos observado grandes catástrofes naturais no Brasil e epidemias “misteriosas” que têm acometido a população chinesa. Estaria Deus irado com o homem? Com toda certeza! Recebemos uma maravilhosa vida, o desfrute do planeta e tudo o que ele oferece de recursos, sistemas políticos são elaborados para proporcionar tranquilidade na vida social, mas negligenciamos tudo isso simplesmente para satisfazer o nosso EGO.

Obedecendo a lei da semeadura, entendemos que tudo que plantamos, colhemos. Se prestarmos bastante atenção nos diversos acontecimentos recentes entenderemos que Deus está entregando os homens aos seus próprios prazeres, aos pensamentos limitados humanos e a retribuição (uma das faces da providência) tem vindo a “galope”.

Em suma, coisas ruins acontecem! Mas a questão é por que elas acontecem? Justamente por conta de não nos voltarmos os olhos para os preceitos bíblicos, pela desobediência à Palavra de Deus e a nossa vontade de estar conectados a uma vida dissoluta.

O que concluímos de tudo isso? Pecado é pecado desde Adão e Eva e mesmo em meio a tanto pecado e o despertamento da ira de Deus, Ele jamais deixou de usar de misericórdia. Vivamos uma vida que agrade a Deus, pois mesmo que coisas ruins aconteçam, nossa esperança em Cristo não se limita a esse mundo. Você não acha que é uma excelente oportunidade de mostrar ao mundo que, apesar de coisas ruins acontecerem, podemos gritar a todos pulmões: EXISTE UMA BOA NOTÍCIA, CRISTO, A ESPERANÇA DE VIDA ABUNDANTE!

NOSSA IDENTIDADE EM JESUS CRISTO

Rev. Jeffferson M. Reinh

No “Ano das Boas Notícias” muitos temas ricos e extremamente edificantes serão levantados. Muitas bênçãos oriundas do aprofundamento no estudo e conhecimento da Palavra de Deus serão lembradas e, cremos, revisitadas, no intuito de buscarmos cada vez mais intimidade e crescimento no relacionamento com nosso Senhor e seu Reino. Hoje quero tratar com você um aspecto lindo de nossa vida cristã: nossa identidade no Senhor Jesus.

A fé cristã não é um aglomerado de informações. Também não é um conjunto de valores morais apenas, embora estas duas questões façam parte de uma caminhada que envolve conhecimento e práticas corretas. A fé cristã, sobretudo, é uma vivência. A fé cristã é de fato a experiência de ser nascido de novo, por obra do Espírito Santo, ser justificado, por declaração do Pai, e viver em um rico processo de santificação diante do exemplo, da intercessão e dos ensinamentos de Jesus Cristo. Entretanto, a vivência da fé é apoiada na obra trinitária de salvação, não é apoiada em nossa força, ou decisão, ou mesmo esforço particular. Isso já demonstra o quanto o cristão genuíno é agraciado, é cuidado e pode desfrutar dessa boa notícia.

Numa rápida comparação, podemos ter: muitos têm vivido um evangelho de correria, de muitos afazeres, de busca constante por bênçãos. Muitos têm se esforçado, na tentativa de resolverem suas demandas, de diversas matizes, e se cansado, se machucado, pois não sabem e não desfrutam de sua real condição em Jesus. Outros têm desfrutado do constante consolo e ânimo que a Palavra do Senhor produz em nossos corações. E o que Ele nos afirma, nos mostra sobre nós mesmos, e nossa condição no Reino?

Vejamos: Jesus nos torna “Filhos de Deus”, ou seja, obtemos ao crer e entregar nossas vidas a Ele, a Identidade de Filhos, com todos os privilégios e deveres oriundos dessa filiação (Jo 1.12), sendo Ele, Jesus, o primogênito entre nós (Cl 1.15). Jesus nos garante autoridade, poder, e sua eterna companhia, em todas as circunstâncias (Mt 28.20; Jo 15.7; Mt 6.33; At 1.6-8). Jesus nos garante ainda nossa condição de realeza, sublimidade, exclusividade e proteção divinas, diferentemente daqueles que não creem no Senhor (1Pe 2.9). Poderia citar muitos outros textos aqui.

Mas a grande questão é se temos nos apropriado dessa condição. É preciso ser praticante do evangelho para vivenciar as condições que temos em Jesus. É condição de crescimento o se envolver com disciplinas espirituais como oração, contemplativa, e agradecida; ainda a leitura da Bíblia como uma experiência de ouvir (ler) calmamente os ensinos e revelações do Senhor; ainda exercer a intercessão pelos que sofrem, amando-os e desfrutando do consolo e ensino estratégico do Senhor; é preciso buscar em Deus um coração quebrantado, que vai se alegrar e encher de prazer todas as vezes que se lembrar que pertence ao Senhor, estando então livre das opressões do mundo atual e do futuro.

Pense nisso, deixe-se ser guiado pelo Espírito. Sua vivência tem sido de alegria no Senhor? Tem sido de ser consolado em meio às dores, ser fortalecido e animado diante das contrariedades? É tempo de se avaliar, e tempo de ouvir e abraçar o evangelho genuíno, que nos mostra que nada pode nos roubar Do amor de DEUS (Rm 8.28-39).

Deus abençoe sua vida, Filha(o) do Rei! Ótima semana!

O FUNDAMENTO DAS BOAS NOVAS

Rev. Jefferson M. Reinh

“Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” Sl 11.3

Essa é uma pergunta muito importante e inquietante, e revela muito do que tem acontecido em nossos dias nas relações humanas, e como nossa sociedade está se perdendo na distância cada vez maior do Senhor e de seus valores. Vamos a algumas observações básicas: as interações humanas cada vez mais superficiais, pautadas mais em redes sociais via internet do que na efetiva relação de afetos concretos. As pessoas têm mergulhado num subjetivismo absurdo, e cada vez mais querem experimentar, nos valores, nas práticas, nas loucuras, e o preço é alto. E uma terceira observação, a argumentação de que ninguém é perfeito, ou não existem absolutos, logo tudo se torna uma questão de tentativa e erro ou acerto, baseado na sua maior parte nos sentimentos e na satisfação pessoal. A novela de uma grande rede de televisão mostra isso claramente, onde mães, na pretensa imagem de defender o amor e seus filhos, cometem as maiores atrocidades, inclusive matam, apoiando-se no “amor”. Que amor é esse? Egoísta, particular, doentio…

A grande guinada da vida acontece quando conhecemos o amor do Pai. Diferentemente da novela, não é um pai, é o Pai. E o amor, sendo a grande notícia que o mundo pode e necessita conhecer, é muito diferente do que tem sido alardeado n a mídia. O verdadeiro amor é aquele que lança fora o medo (1Jo 4.18). Diferentemente do “amor” que busca curtidas, busca a aprovação de pessoas, vive na linha do medo e da luta por “aceitação” por ser diverso, o verdadeiro amor é fundamentado na confiança e conhecimento da pessoa e da obra redentora de Jesus Cristo. Conhecendo a Jesus, nos conhecemos, nos entendemos, nos avaliamos com sincera e perfeita clareza, pois em Jesus vemos a plena revelação de Deus, e a plena perfeição humana (Cl 1.13-20).

O verdadeiro amor vem do Pai, que é muito diferente do que muitos defendem hoje, com motes como “meu corpo, minhas regras”, “me respeite” sem ao menos se deixar avaliar, ou ainda rotulam de “fundamentalistas” àqueles que possuem critérios mais definidos ou conservadores em avaliar a vida. O verdadeiro amor é demonstrado no fato de Deus, o Pai, se revelar como o Criador que fez o homem para ter comunhão com Ele, viu o homem pecar mas não destruiu o homem, ao contrário, o amou e exerce o cuidado sobre ele. O verdadeiro amor é plenamente observado e experimentado na pessoa e na obra de Jesus, Deus-Homem, que não se agarrou no seu direito e na sua glória, mas se entregou para cumprir nossa pena, e pagou o resgate da vida daqueles que se achegam a Ele (Fp 2.5-11).

O verdadeiro amor se fundamenta na verdade. E Jesus é a verdade (Jo 14.6). Quantos vivem sob máscaras, vivem sob medo e sorriem com receio de “serem julgados”. A verdade é de fato revelada em Jesus, que nos exibe graça, redenção e a possibilidade de viver de forma plena a jornada que nos é proposta, mesmo em meio às dificuldades.

Termino essa breve meditação perguntando: qual a referência tem tomado sua vida? O “amor” das novelas, baseado em busca indiscriminada por prazer efêmero? Ou o amor que é firmado, fundamentado na verdade, na realidade do Criador e iniciado por Ele? Pense nisso, e compartilhe a boa nova com seus amigos! Deus abençoe sua semana!

BOAS NOVAS NO SENHOR!

Rev. Jefferson M. Reinh

E aqui vamos nós. Segundo domingo de 2020 já chegando, para muitos apenas seguindo em “piloto automático”, vida sem uma pausa e uma avaliação da caminhada, sem momentos de contemplação e descanso, sem o refrigério que nos permite olhar para frente e crer em dias melhores, na presença do Senhor. Para outros, a indiferença com a própria vida, “deixa a vida me levar”, sem perceber o quão alto se pode voar, na presença de Deus. Para outros tantos, um novo olhar se aproxima, e 2020 vai se desenhando como um tempo de crescer, amadurecer, se fortalecer, e avançar numa vida cada vez mais plena, na presença de Deus. Onde nos encontramos, dentre essas e outras disposições para esse ano?

Observando nossa chamada para o ano, o “Ano das Boas Notícias”, venho destacar alguns textos que enchem meu coração de expectativas, de fé e de coragem para exercer o chamado que Deus tem para nós. A Palavra do Senhor é transformadora, libertadora, pode restaurar a alma daquele que a lê e se dispõe a caminhar sob sua autoridade (Sl 19.7). Assim, procuro encharcar a alma com a bendita Palavra, a fim de ser encorajado a ser um agente de bênçãos e transformação por onde o Senhor permitir. Diante dos choques de realidade, agora que a fumaça dos fogos se dissipou e a fumaça dos incêndios australianos chega até nosso continente, agora que as bebidas secaram e as contas vêm chegando, agora que as roupas coloridas estão nos armários novamente e vestimos a real condição financeira, relacional, de vida social, é tempo de se perguntar: “como encarar a vida real?”

Vejamos um texto profético, dirigido a uma nação que foi reprovada por Deus por sua idolatria, seu abandono com as coisas de Deus, sua perversa atitude diante de outras nações. Embora reprovado, aquele povo ouviu da boca do mensageiro de Deus: “Tu, ó Sião, que anuncias boas-novas, sobe a um monte alto! Tu, que anuncias boas-novas a Jerusalém, ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aí está o vosso Deus!” (Is 40.9) – Assim como nos dias de Isaías, é tempo de anunciar ao nosso povo que mesmo em meio a tantas aberrações como é nítido nos nossos dias, Deus está entre nós, pronto a socorrer e salvar. Viva e anuncie isto!

Vejamos o evangelho de Lucas, quando Jesus lê outro texto de Isaías, agora no capítulo 61.1,2. Jesus lê o texto que diz que é tempo de se apregoar o ano aceitável ao Senhor, e exercer grandes libertações. Ele aplica o texto a si mesmo, nEle se cumpre que o Espírito do Senhor está sobre Ele (Lc 4.18,19). Vivamos isso: sejamos quebrantados e humildes na presença de Jesus, e anunciemos que Ele liberta os cativos.

Vamos aos apóstolos. Pregadores em meio a um tempo inóspito, homens que anunciavam o evangelho em meio a tantas contrariedades, a mão de ferro do império romano, e ainda assim possuíam a mensagem de vigor e ânimo: ”fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”(2Tm 2.1). Nestas três passagens, em meio a desafios, a Palavra é “siga para Jesus”.

Como cantamos, é a graça de Jesus nos faz caminhar. Vamos seguir em frente, tendo a boa mão do Senhor sobre nós. Encha seu coração com a Bíblia, ore e caminhe. O ano de boas notícias é uma realidade entre nós. Deus abençoe sua semana!

ADEUS ANO VELHO, A DEUS ANO NOVO!

Ev. Pedro Felippe

Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”.

Essa é uma antiga canção que acostumávamos a cantar nesse período de transição de ano. Nela está contida as “maiores” preocupações do ser humano, mas o que a Bíblia nos ensina a respeito dessas vontades e preocupações humanas?

1- “que os nossos sonhos e desejos se realize no ano que chegou”. Não existe nenhum problema em desejar coisas realmente boas e muito menos sonhar, afinal de contas nossa vida é composta por expectativas positivas que nos leva a ter esperança e a lutar para que esses objetivos sejam alcançados. No entanto, essas vontades DEVEM SE SUBMETEREM À VONTADE E AGRADO DE DEUS.

Repare que o salmo 37.4a diz: Agrada-te do Senhor e ele concederá o desejo do seu coração.

Num exercício bem simplório de interpretação de texto perceberemos que não se trata de uma “barganha” com Deus, mas sim de que nossa preocupação não deve ser, em primeira vista, os desejos do nosso coração, mas em sentir-se agradecido por tudo que Deus faz e é sobre nossa vida. Quando essa realidade enche nosso entendimento, nossos desejos serão sempre ligados à Deus. Desejaremos ter Deus como Senhor e amigo, desejaremos adorá-Lo e se alegrar sempre nele, trabalhar e servir a Ele de todo nosso entendimento, força e coração.

2- Muito dinheiro no bolso. Ter dinheiro também não é pecado, almejar sempre melhorar nossos rendimentos é um desejo bem comum e até saudável, porém existem algumas implicações expostas na Bíblia que devemos observar, por exemplo: o ser humano não é feliz e seguro por aquilo que ele possui. É por isso que Jesus disse que “a vida do homem não consiste em nos bens que ele possui” (Lc 12.15). Não podemos reduzir nossa existência nos coisas que temos, devemos, porém nos deleitar em Cristo que nos ofereceu o que realmente sana nossa maior carência, a salvação, pois não adianta ter todos os bens do mundo se não tivermos vida eterna. A Bíblia também nos orienta que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm. 6.10). Muito dinheiro pode também significar muitos problemas e falsa sensação de segurança. Portanto não se ame o dinheiro, ame a Deus.

3- “Saúde pra dar e vender”: esse trecho trata de maneira poética e fantasiosa a respeito de saúde abundante porque saúde não se dá e muito menos se vende. Ter muita saúde também não é pecado, mas em nossos tempos a saúde também é tratada em duas esferas: a física e a mental. Essas duas áreas são de extrema importância para nossa existência, mas jamais devemos desprezar a saúde espiritual. Investimos tempo em academias, planos de saúdes, remédios, terapias de várias naturezas, mas não temos a coragem de investir tempo em leituras bíblicas, orações e comunhão com a igreja de Cristo. Por um acaso você melhora sua saúde física olhando alguém praticar um esporte? Melhora seu estado emocional assistindo um c psicólogo tratando de um terceiro? Obviamente não. Por que pensamos que na vida espiritual podemos apenas ser expectadores de cultos e sermões?

A espiritualidade saudável parte do entendimento que somos chamados para participar ativamente da obra de Deus. Essa atividade não só demonstrará quem é, de fato, um eleito, mas também trará saúde espiritual, pois aqueles que ouvem as palavras de Cristo e não as praticam é semelhante a um homem insensato que construiu sua casa sobre a areia na praia e quando o vento e as ondas vieram jogaram essa casa no chão (Mt 7.24).

Depois dessa análise sobre a cantiga de virada do ano vamos cantar: Adeus ano velho e a Deus ano novo. Que tudo se realize consoante o Seu querer. Muito amor no peito com Cristo em nosso viver!

Feliz ano novo!

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