Rev. Jefferson M. Reinh

As influências que absorvemos da sociedade vão moldando nossa visão de mundo e, consequentemente, nossas relações. Veja uma questão que quero meditar com você: se sabemos o quão importante é perdoar, e como traz tamanhos benefícios a quem fornece e a quem recebe, por que é tão complexo praticar esse(s) atos de cura? Vamos trabalhar isso um pouco?

Veja: vivemos numa sociedade embebida em ufanismos. Como brasileiros temos ouvido continuamente que “o Brasil é o país do futuro”. Mas esse futuro não chega… Esse pensamento não vem de hoje, pois no descobrimento de nossa terra foi cunhada a expressão “em se plantando tudo dá”, na carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal. Não sou pessimista nem quero aqui ser o “espalha montinho”. Mas pense em como nos apoiamos muitas vezes em frases de efeito, em conselhos de “coaches”, gurus de auto-ajuda, mas não traçamos uma trilha que de fato leve a alma a ser livre, saciada, e a relacionamentos sadios de fato. Se observarmos a Bíblia, veremos um caminho “sobremodo excelente” (1Co 12.31), porém árduo. Mas esse chega lá!

A Bíblia nos ensina que Deus sempre concedeu ao homem a visão realística de quem ele é. A Bíblia nos mostra que somos pecadores, e famintos pelo pecado e pelo engano (Sl 51.5; Jr 17.9,10; Rm 7.18-20 e outros). Moisés discipulou o povo no deserto ensinando canções para que se lembrassem QUANDO pecassem, não SE pecassem (Dt 31.14-21). Logo, algo que devemos ter como muito natural sobre nós e sobre o próximo é que somos pecadores, e assim, decepcionamos pessoas e pessoas nos decepcionam. E ainda, as pessoas que mais declaramos amar e que ouvimos a recíproca são as que muitas vezes nos machucarão, e também serão machucadas por nós.

Por que, então, carregamos as dores das decepções, se sempre concebemos que “somos falhos”, como afirma o discurso comum? Exatamente porque mentimos, e muito, a nós mesmos e ao próximo. Mentimos a nós quando projetamos sobre o próximo o peso de nos agradar e nos servir em tudo, mentimos quando esperamos do outro algo que sabemos que ele(a) não possui, a perfeição. E guardamos mágoas enormes quando enchemos nossa alma de autojustiça, nos colocando sempre na posição de vítimas diante das expectativas lançadas sobre outrem, mas impossíveis de ser plenamente atendidas. A culpa é sempre do outro…

A Bíblia nos educa, pois em Deus temos o verdadeiro perdoador. Ele é o ofendido, o traído, e Ele é quem vem nos buscar e perdoar, mas de fato, redimir. O livro de Oseias é uma descrição lindíssima disso. O Senhor Jesus é o perdão de Deus em plenitude. Jesus nunca esperou de nós perfeição para nos perdoar. Ele perdoou, e perdoou, e perdoa, e nos anima a buscar a perfeição, embora sempre saiba que falharemos muitas vezes.

Aprendamos com Jesus! Aprendamos e exercitemos o perdão! Não por nossa força, por nosso convencimento, pois assim vai falhar sempre, ficará sempre pontas de mágoa. Mas no Espírito Santo há poder para perdoar e para curar relações. NEle há o convencimento (Jo 16.8), há transformação, há cura. Ore sobre isso: “Senhor, eu sei que sou muito falho, mas meu próximo também o é. Me eduque a perdoá-lo, assim como o Senhor tem me perdoado constantemente” (Mt 6.12; Cl 3.13; Mt 18.21,22). Cuide bem de seus relacionamentos! Perdoe mais, exerça mais tolerância e sabedoria bíblicas! Deus nos abençoe!

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